A melhor Idade! 3ª idade

Escrito por Professora PhD Laura Castro de Garay (2016)

Qualidade de Vida, Longevidade, Saúde e Bem-Estar.
A melhor Idade! 3ª idade.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Quando se fala de qualidade de vida, destaca-se a percepção do indivíduo sobre a sua posição na vida, no contexto cultural e de sistemas de valores em que se inserem, com relação aos seus objetivos pessoais, expectativas e preocupações. Nos últimos anos assistiu-se a uma alteração da acentuação das questões do envelhecimento para a sua dimensão qualitativa, isto é, como a atividade física pode afetar positivamente as dimensões mais subjetivas da natureza humana, como o bem-estar e a qualidade de vida. Que a saúde da população de forma geral é uma preocupação mundial, já é fato. A busca do Homem por condições melhores de vida no contexto atual, posiciona o indivíduo diante de uma adaptação às mudanças acarretadas no processo de envelhecimento, como queda de produtividade, baixa de rendimento nas atividades físicas, doenças, obesidade, estagnação e degeneratividade. No contexto mundial, o envelhecimento apresenta-se com um crescimento elevado, chegando à casa de quase dez milhões de pessoas por ano. Este crescimento é observado de forma mais acentuada nos países em desenvolvimento, mas não é maior que nos países desenvolvidos. O conceito de envelhecer vem mudando ao longo dos anos devido a avanços nas áreas da ciência, medicina e tecnologia. A OMS define a população idosa como aquela a partir dos 60 anos de idade para países em desenvolvimento e 65 anos para países desenvolvidos. No Brasil, o quadro de envelhecimento quanto ao sexo aponta que as mulheres vivem oito anos mais do que os homens, tendo nas cidades do Rio de Janeiro e Porto Alegre os maiores percentuais de idosos, representando em média 12% da população desses municípios. Ser velho e envelhecer são marcados por um estereótipo social negativo que se baseia estritamente no declínio biológico, a relação que o idoso tem com o tempo também se modifica. A relação entre passado e presente é outra: O futuro torna-se curto. Tornar o idoso um indivíduo independente na prática de suas atividades diárias não é tão fácil como parece. Resgatar os valores e atitudes obtidas na juventude e que se desgastam no processo do envelhecimento deveria ser um compromisso social. O interesse por atividades físicas e de lazer vem aumentando durantes os anos, principalmente na população com certo poder socioeconômico. Há uma preocupação entre os profissionais da área de saúde de conscientizar a população sobre a importância da prática de atividade física. Atualmente a recomendação é que a atividade física seja praticada de forma regular e com a adoção de um estilo de vida ativo para a promoção da saúde e qualidade de vida durante o processo de envelhecimento. Embora os fatores fisiológicos e as doenças impeçam que muitos idosos participem de programas de condicionamento físico, porém os fatores psicológicos e sociais que levam a maior parte dos idosos a uma vida inativa. O indivíduo idoso muitas vezes se torna mais exigente, no modo de viver, se divertir, no convívio social, na alimentação, nos locais de lazer como cinemas, teatros, leituras, musicais, concertos, etc. O idoso que tem um poder aquisitivo estável se depara com todos estes desfrutes visto que ao longo de sua vida produtiva acumulou bens físicos e materiais, passando a ter mais tempo para usufruir momentos melhores de vida. O lazer é responsável pela socialização, autoestima, saúde física e mental, sendo de grande importância para a longevidade devido aos fatores benéficos que proporcionam ao idoso como bem-estar e satisfação pessoal. O idoso necessita de orientação e companhia para utilizar o tempo livre da melhor forma possível. Diminuir o stress, a depressão, melhorar a imagem corporal, a auto estima são fatores importantes para se ter uma autonomia e independência e o prazer de um corpo saudável que podem ser adquiridos através da pratica de atividade física, uma boa alimentação e repouso adequado. Em algumas situações como a necessidade de privacidade através de um atendimento exclusivo, o idoso se identifica com serviços que tendem a satisfazer suas carências, como: frequentar um determinado restaurante, assistir a uma peça de teatro, ou seja, fazer parte de um determinado grupo que por estar em boas condições socioeconômica acabam por exigir serviços elitizados e exclusivos formando sua identidade social. O processo de envelhecimento acarreta modificações no idoso quanto ao seu interesse pelo próprio corpo e suas manifestações. Os idosos preferem não só aqueles interesses e atividades que são menos exigentes e requerem menos esforço, mas também os que podem ser desenvolvidos em pequenos grupos. Percebe-se uma preocupação diante da própria saúde conforme se envelhece.

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